Em 2023, a presidente também concedeu um “vale-ceia” em dezembro, aumentando o auxílio-alimentação de R$ 1, 9 mil para R$ 6,9 mil
O presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), Rosenwal Rodrigues, fez duras críticas à ordem da desembargadora Clarice Claudino da Silva, presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que determinou a devolução de um benefício de R$ 10 mil, conhecido como “vale-peru”, concedido por ela mesma no último dia 20.
A medida gerou grande insatisfação entre os servidores, e Rosenwal já anunciou que buscará ações junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para impedir a devolução.
“Ninguém pediu esse benefício, mas recebemos de forma legítima, como ocorre todos os anos, e o CNJ nunca se opôs a isso. Agora, somos surpreendidos com uma decisão que desorganiza completamente nosso planejamento financeiro”, afirmou o presidente do sindicato.
No entanto, o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, determinou a suspensão do pagamento.
Em 2023, a presidente também concedeu um “vale-ceia” em dezembro, aumentando o auxílio-alimentação de R$ 1, 9 mil para R$ 6,9 mil.
Em um vídeo divulgado recentemente, Rosenwal revelou que também pretende levar ao CNJ uma denúncia sobre o pagamento de valores superiores aos R$ 10 mil a um grupo pequeno de servidores, levantando dúvidas sobre a equidade da distribuição.
Para os servidores, a desembargadora propôs ao CNJ que o valor fosse devolvido de forma parcelada, com descontos aplicados diretamente nos salários.
Contudo, Rosenwal destacou que muitos trabalhadores estão enfrentando dificuldades para lidar com o impacto financeiro da medida, criticando a falta de diálogo e planejamento em torno da decisão.

































