Após mortes por PMs, Gilmar cobra no X “formação adequada” de policiais

publicidade

Ministro mencionou que as circunstâncias do caso “indicam para uma possível execução” por parte dos policiais e reforçou que a Constituição “não admite atalhos punitivos”.
Da Redação

Em postagem feita na rede social X neste sábado, 12, o ministro Gilmar Mendes, do STF, lamentou as mortes de dois jovens em ações da Polícia Militar de São Paulo e afirmou que os episódios “evidenciam, mais uma vez, a necessidade urgente de reflexão sobre o tema da segurança pública em nosso país”.

Na publicação, o ministro defendeu a necessidade de mudanças estruturais na atuação policial e cobrou “formação adequada, compromisso dos órgãos de controle e respeito aos direitos humanos”.

Gilmar mencionou que as circunstâncias do caso “indicam para uma possível execução” por parte dos policiais, e reforçou que a Constituição “não admite atalhos punitivos! Nenhuma suspeita, por mais grave que seja, autoriza execuções sumárias. A Justiça só pode ser feita com base em provas e processos regulares”.

O ministro também ressaltou o papel das câmeras corporais como instrumentos de controle e transparência na atuação policial.

Leia Também:  Moraes pede para Bolsonaro mostrar ao STF convite formal para posse de Trump

“O Estado não pode adotar os mesmos métodos daqueles que pretende enfrentar. Segurança pública se faz com inteligência e respeito à legalidade.”

Leia a íntegra do que escreveu o ministro:

Entenda o caso

Conforme noticiou o Estadão, dois policiais militares do 16.º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano, os cabos Renato Torquato da Cruz e Robson Noguchi de Lima, foram presos em flagrante na sexta-feira, 11, após uma ação com morte na favela de Paraisópolis, zona sul de São Paulo.

Segundo a PM, os agentes atiraram contra Igor Oliveira, de 24 anos, mesmo após ele ter se rendido com as mãos na cabeça. Imagens captadas por câmeras corporais teriam registrado a cena. Igor não tinha antecedentes criminais como maior de idade, embora registrasse atos infracionais cometidos na adolescência.

Uma semana antes, em 4 de julho, o marceneiro Guilherme Dias Santos Ferreira, de 26 anos, foi morto em Parelheiros, também na zona sul. Ele havia acabado de sair do trabalho e corria para o ponto de ônibus quando foi atingido por um tiro na cabeça disparado por um policial militar de folga, Fábio Anderson Pereira de Almeida, de 35 anos.

Leia Também:  Supremo inaugura MARIA, primeira ferramenta do Tribunal com inteligência artificial generativa

O agente alegou ter confundido a vítima com um dos assaltantes que o haviam roubado momentos antes.

Fábio foi preso em flagrante, mas liberado após pagamento de fiança. Inicialmente, o caso foi enquadrado como homicídio culposo, classificação posteriormente revertida pela Justiça.

 

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

Previous slide
Next slide