Advogada criminalista m0rt4 fuzil4d4 na Bahia: OAB cobra Polícia Civil

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Quase quatro meses após o assassinato da advogada Maria das Graças Barbosa dos Santos, de 50 anos, em Ipiaú, no sul da Bahia, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) decidiu intervir formalmente no inquérito policial que apura o crime. A decisão, segundo informações do site ‘Correio 24 Horas’, foi tomada no dia 13 de junho, diante da falta de respostas concretas por parte da Polícia Civil.

 

A OAB enviou um pedido para ter acesso a todos os documentos e diligências já realizadas no caso. Segundo o advogado Edgar Freitas, procurador da Procuradoria Jurídica e Prerrogativas da entidade, a medida tem como objetivo acompanhar o andamento da investigação e verificar se há indícios de práticas criminosas que justifiquem futuras responsabilizações. “Se não houver retorno, vamos acionar o Ministério Público da Bahia e a Corregedoria da Polícia Civil” , declarou.

 

O crime aconteceu no dia 24 de fevereiro deste ano. Maria das Graças, que atuava na área criminal, foi executada a tiros de pistola e fuzil logo após um encontro com um de seus clientes, o traficante Marcos Antônio dos Santos Xavier, conhecido como “Juca”, uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) na região.

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Ele havia sido preso em Santa Catarina no início de fevereiro, durante uma operação das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco).

Desde o assassinato, diferentes versões circulam em Ipiaú. Informações extraoficiais apontam que a advogada teria sido morta após uma suposta denúncia de que estaria fazendo “jogo duplo”, atuando também na defesa de membros do Comando Vermelho (CV), facção rival do PCC.

A Polícia Civil, no entanto, nega ter conhecimento oficial dessa linha de investigação. “Não temos essa informação” , disse o delegado Isaías Pereira, titular da Delegacia de Ipiaú.

Apesar disso, o próprio delegado confirmou ao Correio 24 Horas que os suspeitos do crime já foram identificados e que há indícios de envolvimento de uma organização criminosa.

Isaías também afirmou que, até o momento, não há evidências da atuação do Comando Vermelho em Ipiaú, embora o município esteja no centro de disputas por território entre as duas facções em várias cidades da região.

Em nota oficial, a OAB-BA afirmou desconhecer qualquer ligação de Maria das Graças com organizações criminosas. “Até onde sabemos, não havia nenhuma acusação de envolvimento com o crime, apenas era uma advogada criminalista” , destacou Edgar Freitas.

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Pelo pedido da Ordem, a Polícia Civil tem até 30 dias para fornecer documentos como depoimentos, laudos periciais e detalhes das diligências realizadas. Caso a resposta não seja satisfatória, a entidade promete levar o caso aos órgãos de fiscalização e controle da atividade policial.

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