Jonatas Peixoto descreve o tribunal do júri como a “trincheira da dor” e revela os desafios da defesa criminal

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Redação – TV Jurídica MT

O advogado criminalista Jonatas Peixoto, com mais de 113 defesas realizadas no tribunal do júri, descreve o ambiente como um espaço singular no Direito Penal.

“O tribunal do júri é uma arte. É o tribunal das lágrimas, tribunal da dor, onde só cruza a barreira da balaústra e vai até a sarjeta”, afirmou durante entrevista ao podcast TV Jurídica MT.

Com experiência que começou na Polícia Militar, onde serviu por 10 anos, Peixoto atua há uma década como advogado criminalista e há doze anos como professor universitário.

Mestre em Direitos Fundamentais e atualmente doutorando pela Universidade de Santa Catarina, ele é autor de quatro livros, além de artigos publicados internacionalmente, incluindo na Universidade de Buenos Aires.

O criminalista ressalta que o tribunal do júri exige mais do que domínio jurídico.

“Tem que dominar de pessoas. Tem que saber convencer as pessoas. A gente poderia dizer que é uma venda. Um vendedor ali tentando convencer os jurados da melhor tese aplicada. Aquele que está junto da pessoa. Aquele que traduz o direito. Aquele que fala pela pessoa que representa”, disse.

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Segundo o advogado, essa experiência requer habilidade e coragem, especialmente para advogados que não se dedicam ao Direito Penal.

“Muitos colegas advogados, principalmente que não são do criminal, não se arriscam. Até mesmo aquele criminalista prudente que não tem habilidade com o tribunal do júri não se arrisca”, comentou.

Para o criminalista, o tribunal é uma verdadeira trincheira, onde o advogado deve acompanhar de perto o réu e seus familiares, lidando com situações de extremo desgaste emocional.

“É o desesperado, o aflito. O advogado combativo, o tribuno”, ressaltou.

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