Decisão beneficia investigados na Operação Apito Final, que desarticulou esquema de lavagem de dinheiro do Comando Vermelho
ARIELLY BARTH
DA REDAÇÃO
O juiz João Filho de Almeida Portela, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, revogou a prisão preventiva de três investigados na Operação Apito Final, cujos nomes estão ligados ao suposto tesoureiro do Comando Vermelho, Paulo Witer, conhecido como “WT”. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (09).
A operação foi deflagrada em abril deste ano com o objetivo de desarticular um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho.
Receberam a liberação Michael Richard da Silva Almeida que é considerado o “braço direito” de WT, além dele, Emerson Ferreira Lima e Erisson Oliveira da Silveira. Todos do círculo íntimo de WT. Eles cumprirão as seguintes medidas cautelares: comparecimento mensal em juízo para informar e justificar suas atividades; obrigação de manter atualizado o seu endereço; proibição de se ausentar da Comarca sem prévia anuência do Juízo; proibição de manter contato e realizar transações bancárias com os demais investigados; e monitoração eletrônica pelo prazo de 06 (seis) meses
A Operação Apito Final já cumpriu 54 ordens judiciais e resultou na prisão de 20 alvos. A investigação conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) revelou que a organização movimentou cerca de R$ 65 milhões, investidos em bens móveis e imóveis adquiridos para lavar o dinheiro da facção. O grupo também utilizou de times de futebol amador e investiu na construção de um espaço esportivo para lavar o dinheiro ilícito.
































